quinta-feira, 9 de julho de 2009

Amigos - A Força e o Incentivo da Vida

Quanto vale uma amizade?

Quanto vale uma amizade? E a amizade vale alguma coisa? Sim, ela tem importância de valor incalculável. Todas as moedas do mundo, unidas, não seriam capazes de mensurá-la. A amizade, na verdade, é um grande tesouro!


Tal nobre sentimento está arraigado na própria história da humanidade. Quando o mundo foi criado, o Criador percebeu um homem solitário e proferiu uma sentença histórica: “Não é bom que o homem esteja só…” Gn 2:18. E criou a mulher, fazendo assim com que nascesse a primeira relação de amizade do mundo.


Através dos tempos a amizade passou por algumas fases distintas. De acordo com o escritor e editor de livros Marcos De Benedicto, no mundo greco-romano antigo, a amizade era uma virtude muito valorizada e discutida. Fazia parte da ética. Aristóteles (384 – 322 a.C) dedica dois dos dez livros da obra Ética a Nicômano à amizade.


Na Idade Média, a ideia de amizade envolvia atos de bravura, coragem e lealdade. Por volta do Século XV, a necessidade de aceitação do diferente começa a impor a tolerância como um aspecto da amizade. Fica mais evidente que os amigos nem sempre pensam do mesmo jeito.


Depois de Sigmund Freud (1856-1939), o pai da psicanálise, a amizade entre pessoas do mesmo sexo sofreu um abalo, passando a ser vista, em muitos casos, por um prisma erotizado.
Felizmente nos dias de hoje a amizade está em alta. Isso mostra que ainda existem (e sempre existirão) amigos fiéis, autênticos e verdadeiros. Amigos que, com seu carisma, conquistam um lugar muito especial em nosso coração.


Existem amizades de décadas e, amizades de alguns segundos. Amigos de perto e amigos de longe. Amigos que podemos apertar a mão e dar aquele abraço e, amigos que talvez nunca chegaremos a conhecer pessoalmente. Mas independente de lugar ou circunstância, jamais deixarão de ser amigos. Amigos do coração!


Quanto vale uma amizade? A resposta irá depender de sua atitude para com seus amigos. Dedique tempo a eles. Valorize-os. Orgulhe-se de tê-los por perto. Seja amigo. Afinal, amigos não se compram nem se vendem. Se conquistam! 20 de Julho – Dia do Amigo.

Jônatas de Souza Goulart
Lages/SC

quarta-feira, 8 de julho de 2009

A princípio - de Martha Medeiros - 7 de julho de 2009

De norte a sul, de leste a oeste, todo mundo quer ser feliz. Não é tarefa das mais fáceis. A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.

Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.

Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica, a bolsa Louis Vitton e uma temporada num spa cinco estrelas.

E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.

É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Por que só podemos ser felizes formando um par e não como pares? Ter um parceiro constante, não é sinônimo de felicidade, a não ser que seja a felicidade de estar correspondendo a expectativas da sociedade, mas isso é outro assunto. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com parceiros, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.

Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.

Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um game onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo.

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segunda-feira, 6 de julho de 2009

• A Escola dos Bichos - de Rosana Rizzuti - 6 de julho de 2009

Conta-se que vários bichos decidiram fundar uma escola. Para isso reuniram-se e começaram a escolher as disciplinas.

O Pássaro insistiu para que houvesse aulas de vôo. O Esquilo achou que a subida perpendicular em árvores era fundamental. E o Coelho queria de qualquer jeito que a corrida fosse incluída.

E assim foi feito, incluíram tudo, mas cometeram um grande erro. Insistiram para que todos os bichos praticassem todos os cursos oferecidos.

O Coelho foi magnífico na corrida, ninguém corria como ele. Mas queriam ensiná-lo a voar.

Colocaram-no numa árvore e disseram: "Voa, Coelho". Ele saltou lá de cima e "pluft"... coitado! Quebrou as pernas. O Coelho não aprendeu a voar e acabou sem poder correr também.

O Pássaro voava como nenhum outro, mas o obrigaram a cavar buracos como uma topeira. Quebrou o bico e as asas, e depois não conseguia voar tão bem, e nem mais cavar buracos.

Sabe de uma coisa?

Todos nós somos diferentes uns dos outros e cada um tem uma ou mais qualidades próprias dadas por Deus. Não podemos exigir ou forçar para que as outras pessoas sejam parecidas conosco ou tenham nossas qualidades. Se assim agirmos, acabaremos fazendo com que elas sofram, e no final, elas poderão não ser o que queríamos que fossem e ainda pior, elas poderão não mais fazer o que faziam bem feito.

Respeitar as diferenças é amar as pessoas como elas são.

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